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Principia

O Estado e a Igreja em Portugal no Inicio do Séc. XX
Autor(a): Seabra, João
Data: 2009, Setembro
ISBN: 9789898131577
N. Páginas: 408
Formato: 16,5 x 24
Capa e acabamento: Brochada
Prazo de entrega: 3 dias
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Disponibilidade: Imediata
Preço Unitário: 19,9 €
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Apresentação do Livro

Quando a Lei da Separação do Estado das Igrejas foi promulgada em Portugal, a 20 de Abril de 1911, a República, proclamada a 5 de Outubro de 1910, levava seis meses de efervescente existência. O que restava da família real, dizimada pelo regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, estava disperso pelo exílio; jesuítas e religiosos estrangeiros tinham sido expulsos logo nos primeiros dias da República; algumas poucas figuras da corte, da política e da vida eclesiástica tinham-se exilado também. A maior parte ficara, e na sua maioria «aderira» à República: o cansaço era grande e pouca gente estivera disposta a bater-se por um trono de sete séculos que caíra quase sem resistência.
Em O Estado e a Igreja em Portugal no início do século XX, João Seabra proporciona uma análise profunda e completa da Lei da Separação evidenciando «que os verdadeiros precursores da separação entre a Igreja e o Estado não foram Afonso Costa e o movimento republicano – foram o episcopado e o clero de Portugal, pela posição que assumiram de independência e não-sujeição da vida da Igreja à ingerência do Estado».
Nesta obra, adaptada da sua tese de doutoramento em Direito Canónico apresentada na Pontifícia Universidade Urbaniana, o autor escreve um texto acessível ao grande público, no qual também estão presentes a erudição e os pormenores sobre a época e as personagens, num contributo essencial e oportuníssimo para o debate sobre a liberdade religiosa e, indirectamente, sobre a questão religiosa da Primeira República.

Observações

A Principia Editora convida para a sessão de lançamento do livro de João Seabra O ESTADO E A IGREJA EM PORTUGAL NO INICIO DO SÉCULO XX - A Lei da Separação de 1911, que terá lugar no Auditório do Colégio de São Tomás, no dia 8 de Outubro às 18.45h, com apresentação de Marcelo Rebelo de Sousa