Esta acção militar e administrativa irá criar as bases da moderna Nação Moçambicana, consolidando o território do Rovuma ao Maputo, num período de turbulenta e ameaçadora tempestade internacional. O arquitecto intelectual e estratégico é António Ennes, governante com visão e sentido de Estado, que soube criar a geração dos chamados “africanistas”, os heróis militares (cujo o principal foi sem dúvida Mouzinho de Albuquerque) que irão restaurar o prestígio abalado das Forças Armadas, apoiar as tentativas de reforma da monarquia do rei D. Carlos e reconquistar o respeito da comunidade internacional da época.