Ao cabo de 12 longos anos, o cirurgião Carlos Dominguez conseguiu fugir de Cuba e libertar-se da perigosa perseguição que lhe moveu, no seu próprio país, o regime de Fidel Castro. No entanto, quando crê que é por fim chegado o momento de viver pacificamente uma nova vida, eis que o cirurgião cubano volta a ver-se envolvido numa emocionante aventura em que estão implicados tanto os serviços secretos cubanos como a CIA. No seguimento do seu anterior romance, O Ano em Que Devia Morrer (Sopa de Letras, 2008), Miguel Pinto volta a surpreender-nos com um texto de pendor autobiográfico que não se pode deixar de ler de forma emocionada e ininterrupta e no qual o ritmo e a originalidade da melhor narrativa latino-americana se conjugam com a beleza de uma prosa fluida em língua portuguesa. Baseado em factos reais vividos pelo autor, que em 1992 encontrou refúgio em Portugal, onde exerce a Medicina, depois de ter conseguido fugir de uma das mais temidas prisões cubanas, este romance é uma obra emocionante em que sobressai particularmente o poder da esperança e da força de vontade na concretização dos sonhos e projetos de uma vida.