Robert L. Heilbroner

Heilbroner nasceu em Nova Iorque, em uma rica família judia alemã. Seu pai, Louis Heilbroner, havia fundado a loja varejista de roupas masculinas Weber and Heilbroner.[2] Robert formou-se na Universidade Harvard em 1940 com um nível Cum laude em filosofia, governo e economia. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu o exército dos Estados Unidos e trabalhou no Office of Price Control sob a tutela de John Kenneth Galbraith, o célebre e controverso economista institucionalista.

Após a guerra, Heilbroner trabalhou brevemente como um banqueiro e entrou na academia na década de 1950 como um pesquisador associado da The New School. Durante este período, ele foi muito influenciado pelo economista alemão Adolph Lowe, que era um grande representante da Escola Histórica Alemã. Em 1963, Heilbroner obteve um Ph.D. em economia pela The New School, onde ele foi posteriormente indicado como professor de economia em 1971, e onde ele permaneceu por mais de vinte anos. Ele lecionou principalmente cursos de história do pensamento econômico.

Embora fosse um economista muito pouco convencional, que se considerava ele próprio mais um teórico social e um “filósofo mundial” (filósofo preocupado com assuntos “internacionais”, como as estruturas econômicas), e que tendia a integrar as disciplinas da história, economia e filosofia, Heilbroner foi, no entanto, reconhecido por seus colegas como um importante economista. Ele foi eleito Vice-Presidente da American Economic Association em 1972.

Escrito em 1953, Worldly Philosophers vendeu quase quatro milhões de cópias – o segundo texto de economia mais vendido do mundo (o primeiro sendo Economics, de Paul Samuelson, um popular livro-texto universitário). A sétima edição do livro, publicada em 1999, incluía um capítulo final intitulado “The End of Worldly Philosophy?” (O fim da Filosofia Mundial?), que incluía tanto uma visão sombria do estado atual da economia como uma visão otimista de um “renascimento da filosofia mundial”, que incorporava aspectos sociais do capitalismo.

Ele também surgiu com uma forma de classificar economias, como tradicional (baseada na agricultura, talvez uma economia de subsistência), de comando (com uma economia planificada, muitas vezes envolvendo o estado), de mercado (capitalismo) ou mista.

Ainda que fosse um socialista declarado por quase toda sua carreira, Heilbroner escreveu em um artigo no The New Yorker de 1989:

Menos de 75 anos depois de seu início oficial, a batalha entre o capitalismo e o socialismo está terminada: o capitalismo venceu… O capitalismo organiza os assuntos materiais relativos ao homem de maneira mais satisfatória do que o socialismo.[3]
Ele explicou ainda, na revista Dissent em 1992, que o “capitalismo foi um sucesso indiscutível enquanto o socialismo foi um fracasso” [4] e elogiou Milton Friedman, Friedrich Hayek, e Ludwig von Mises pela sua insistência na superioridade do mercado livre. Ele enfatizou que “as liberdades democráticas ainda não apareceram, exceto transitoriamente, em qualquer nação que se declarou ser fundamentalmente anticapitalista”.[4] Entretanto, o modelo capitalista preferido de Heilbroner era o estado de bem-estar social altamente redistribucionista da Escandinávia. Ele afirmou que sua sociedade modelo era “uma Suécia um pouco idealizada”.[5]

Heilbroner morreu em 4 de janeiro de 2005, em Nova Iorque, NY, com a idade de 85 anos.[1]